Palácio Museu Olímpio Campos -
    
   
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Giseller Fontes de Souza e Hyllary Mellanie Souza Albuquerque
Os desfiles de 7 de setembro

A Praça Fausto Cardoso ou Praça do Palácio foi símbolo das mais diversas festividades que ocorriam em nosso Estado, era nela que a vida comemorativa sergipana acontecia, desde festas profanas até festas cívico-militares, como as comemorações entorno da Independência do Brasil e da Proclamação da República. Talvez, em especial, por sua simbologia como um lugar do poder republicano já que ela abrigava dezenas de instituições políticas, as quais, atualmente, estão com funções resinificadas. Entre elas, a antiga sede do governo, nosso atual Palácio Museu Olímpio Campos.
Das grandes festividades ocorridas relacionadas à Praça Fausto Cardoso, ou ao Palácio Museu Olímpio Campos, podemos ressaltar os festejos cívicos. Estes que passaram a ser incentivados com maior força após a Proclamação da República, tanto com o intuito de apresentar os novos rumos da política brasileira quanto para ajudar na formação desse novo cidadão republicano. O qual o Decreto nº 155 B de 14 de janeiro de 1890, tinha como objetivo final instituir os novos feriados nacionais e forjar esse novo cidadão republicano. Entre as festas nacionais o incentivo a comemoração do sete de setembro.
Muito diferente dos dias atuais, os Desfiles Cívicos percorriam as ruas do centro de Aracaju, passando em frente ao Palácio Olímpio Campos. Segundo o memorialista Murilo Melins, em seu livro Aracaju Romântica que Vi e Vivi anos 40 e 50, ?a parada estudantil do dia Sete de Setembro era um acontecimento aguardado com muita expectativa, por parte dos estudantes aracajuanos?.
As passeatas pelas ruas da cidade tinham como objetivo desenvolver nos discentes e no público em geral, comportamentos, hábitos, gestos e palavras de ordem (civismo e patriotismo). Aproximando os envolvidos com o novo regime, rememorando os grandes acontecidos do passado e o progresso da Pátria.
Não havendo muitas fontes acerca da continuidade e realização dos festejos, em especial, os desfiles em comemoração a Independência, ressaltamos dois grandes eventos, um em 1917 e o outro no centenário em 1922. Sendo o ocorrido em 1917 o primeiro a acontecer em comunhão com grande número de alunos de várias instituições, do ensino elementar, dos grupos escolares e a já familiar com o evento: presença militar.
Do desfile em comemoração ao aniversario da República realizado na Capital em 1890 a 1916, há um silencio documental a respeito da presença das escolas sergipanas nas celebrações de rua, como esclarece o historiador Degenal de Jesus da Silva, o que podemos supor que até então não houve participação ativa das instituições, fazendo com que o Sete de Setembro de 1917 fosse o primeiro a ressaltar a presença e participação de discentes.
Foi na Praça Fausto Cardoso que se iniciaram as comemorações em torno do 7 de setembro de 1917, passando em frente ao Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, localizado na rua Itabaiana. Aracajuanos de todas as partes se fizeram presente no Centro para festejar a Independência, familiares ansiosos para verem suas crianças e jovens desfilarem. Houve a participação do batalhão de polícia, o Tiro 136, o ?Collegio? Tobias Barreto, o Atheneu Sergipense, Grêmio Escolar, alunas da Escola Normal, estudantes dos Grupos Escolares e os das Escolas Noturnas. Com grande maioria fardada e marchando em conjunto, o festejo cívico-escolar foi um sucesso!
O Centenário da Independência do Brasil, em 1922, por sua vez foi marcado pelo planejamento e suntuosidade, resultando em uma verdadeira passeata cívica em frente ao Palácio do Governo, onde um orador discursaria sobre a data, civismo e patriotismo. Repercutindo posteriormente com grandiosidade nos jornais do Estado a belíssima celebração.
Desse modo, a Praça Fausto Cardoso e Palácio Olímpio Campos, ficaram marcados como palcos para todo esse cenário de comemoração. Festas como Independência do Brasil, Proclamação da República, a festa da Bandeira e a Independência de Sergipe. Onde o civismo e patriotismo sergipano, buscado pelos republicanos, estavam representados.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
BRASIL. Decreto nº 155-B, de 14 de janeiro de 1890. Declara os dias de festa nacional. Lex: Coleção de Leis do Brasil, [S. l.], 1890. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1824-1899/decreto-155-b-14-janeiro-1890-517534-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 28 de agosto de 2020.MELINS,
MELINS, Murillo. Aracaju romântica que vi e vivi. 3. ed. Aracaju: Unit, 2007.
SILVA, Degenal de Jesus da. Dionisio Republicano: As festas dos grupos escolares sergipanos e outros olhares. (1911-1930). 2015. 238 f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2015. Disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/5669/1/DEGENAL_JESUS_SILVA.pdf Acesso em: 28 de agosto de 2020.

 

 

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