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Estudantes conhecem o Palácio-Museu e o legado de Manoel Cabral Machado

Manoel Cabral Machado tinha uma memória e uma capacidade intelectual prodigiosas. Leitor voraz e com uma sede de conhecimento enorme, era dono de uma vasta biblioteca que guardava exemplares raros. Nascido em 1916, faleceu aos 92 anos, cego, porém lúcido. Nessa quarta-feira, 25, o professor, intelectual e político sergipano de Rosário do Catete foi homenageado pelo Palácio-Museu Olímpio Campos, abrindo a primeira de uma série de rodas de leitura que o PMOC pretende promover ao longo de 2012. Estudantes do ensino médio e familiares de Manoel Cabral Machado, que empresta o nome à Biblioteca e Centro de Pesquisa do PMOC, foram convidados para participar da primeira Roda de Leitura do PMOC que teve como mediadora nessa edição a professora Roseneide Santana, da coordenação do PROLER da Universidade Federal de Sergipe.

A tarde contou ainda com a apresentação musical do maestro Daniel Freire, membro da Orquestra Sinfônica do Estado de Sergipe que executou, dentre outras, ?Luar de Capela' de autoria de Manoel Cabral Machado. O intelectual da Academia Sergipana de Letras, Estácio Bahia proferiu palestra relembrando as principais contribuições do homenageado da tarde. Além dos estudantes, representantes da sociedade civil, Academia Sergipana de Letras e da Biblioteca Epifânio Dória marcaram presença no evento.

A grande capacidade intelectual levou Manoel Cabral Machado a ocupar assento na Academia Sergipana de Letras. Foi a mente brilhante e a capacidade para cuidar da coisa pública que o fez Deputado da Assembleia Legislativa em três legislaturas e vice-governador do Estado de Sergipe, no Governo de Lourival Batista (1966 a 1970). Como político foi responsável pela fundação de quatro faculdades no Estado - Ciências Econômicas, Direito, Filosofia e Serviço Social - na Universidade Federal de Sergipe.

Amante das letras, escreveu diversos ensaios, poesias e artigos sobre a sociedade sergipana, tendo sido um dos mais atuantes intelectuais sergipanos. Mesmo depois de ficar cego, Cabral Machado não parou de "ler" nem de "escrever". Contam os relatos bibliográficos que as secretárias liam, ele ouvia e, com sua memória prodigiosa, elaborava na cabeça os textos e os ditava para elas as palavras a serem ordenadas na tela do computador e depois impressas no papel.

Exemplo

Manoel Cabral Machado manteve durante toda a sua vida uma importante biblioteca que foi doada integralmente pela família para compor o acervo do Palácio-Museu Olímpio Campos, um anos após a sua morte. As obras escritas por ele, e o acervo de livros que guardava foram apresentados aos participantes da roda que saíram encantados do evento. "Foi maravilhoso conhecer esse sergipano. Já tinha vindo aqui no Palácio-Museu, passado por essa biblioteca, mas nunca me ative a esse sergipano ilustre. Que maravilha! Essa vontade de aprender e de conhecer sempre deve servir de exemplo para todos. Eu já tomei esse exemplo para mim", disse a estudante Ana Paula Freitas.

Cronista, ensaísta, poeta, cientista, ficcionista, palestrante e eloqüente orador , Manoel Cabral Machado era filho de um médico de Brejo Grande e de uma herdeira da família Cabral de Capela, cidade em que foi criado e que considerava sua verdadeira terra natal. Graduou-se em Direto pela então Escola de Direito da Bahia e retornou a Aracaju para ser secretário do prefeito José Garcez Vieira.

Foi diretor do Serviço Público a convite do secretário Francisco Leite Neto, no governo Maynard Gomes, secretário da Fazenda e secretário chefe da Casa Civil no primeiro governo José Rollemberg Leite, secretário da Educação no governo Celso de Carvalho e procurador geral no governo Antônio Carlos Valadares. Foi diretor, já na idade madura, do Departamento Jurídico do Tribunal de Justiça nas gestões de Luiz Rabelo Leite e Clara Leite de Rezende, de onde se retirou quando se agravou o problema da cegueira.

Manoel Cabral Machado faleceu em janeiro de 2009, a nove meses de completar 93 anos. Católico fervoroso casou-se com Dona Lourdinha, com quem teve seis filhos.





Postado: 12/04/2016 - 18:10:14

 

 

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A definição de casa-museu ou palácio-museu prevê a proteção da propriedade natural ou cultural, móvel ou imóvel, em seu local original, ou seja, preservada no local em que tal propriedade foi criada ou descoberta. Para que isso aconteça é necessário promover a restauração do patrimônio e utilizá-lo com fins didático-pedagógicos e culturais. Além disso, o Palácio-Museu Olímpio Campos promove eventos abertos ao público, a exemplo de exposições fotográficas, mostras de artistas, lançamentos de livros, entre outros. O novo projeto disponibiliza também serviços de guia para visitação, curadoria, pesquisa, documentação histórica, cafeteria e livraria etc.
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