Palácio Museu Olímpio Campos -
    
   
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Palácio-Museu homenageia Marcelo Déda nos seus quatro anos de inaugurado

Um sorriso aberto. Um olhar sempre em movimento de admiração, agradecimento. Tudo estava iluminado. Tudo estava como ele: Marcelo Déda. Às 18 horas da última quinta-feira, 29, em meio a um burburinho típico de visita nova chegando em casa, o governador Jackson Barreto descerrou o quadro em homenagem a Déda no Espaço Olímpio Campos - lugar onde todas as intervenções físicas se operaram no Palácio até ser transformado pelo ex-governador no Palácio-Museu Olímpio Campos (PMOC).


Sob muitos aplausos o quadro foi posto em exibição. O público seguiu para o hall de entrada do PMOC e, num discurso amigo e bastante emotivo, o governador Jackson Barreto arrematou: "Nenhum governador de Sergipe fez tanto pela arte e pela cultura como Marcelo Déda."


O estadista firme, o homem em sua plena compreensão de sujeito político no mundo, o sergipano acima de tudo. Para José de Oliveira Júnior, subsecretário de Desenvolvimento Energético, "Marcelo Déda juntou aqui [no Palácio-Museu] duas paixões: a paixão política e a paixão pela cultura". A restauração do Palácio era uma conquista que o ex-governador, antes mesmo de ser eleito, sempre desejou. "A gente passava por aqui e ele falava: ?Quando eu for governador, vou restaurar esse palácio'", conta Eliane Aquino, ex-primeira-dama, ainda muito emocionada com a homenagem.


É nesse sentido que Bené Santana, o artista por trás do quadro, muito elogiado na noite, reforça: "A obra está num lugar de um grande estadista, num espaço público. Numa posição em que está aberto para o público". O quadro traz Marcelo Déda em um momento de figura política íntima. De qualquer lugar que se veja, ele sempre vai estar olhando para quem o observa. "Quis deixar essa coisa enigmática e próxima", conta Bené. E, logo em seguida, emenda sem tergiversar: "Sempre o admirei".


Nas cores e materialidade do Palácio-Museu, a presença do público se fazia para rememorar parte fundamental de nossa história. "[Essa homenagem é um] Testemunho público do que ele fez pela memória de Sergipe", defende Jouberto Uchôa de Mendonça, reitor da Universidade Tiradentes (Unit). "É uma forma de resgatar o sofrimento do que foi a perda de nosso irmão Marcelo Déda", pontua, muito emocionado, o desembargador Edson Ulisses de Melo, cunhado do ex-governador. "Chega a ser emocionante ver a foto dele tão vivo", diz Emmanuel Vasconcellos, diretor-artístico do grupo Renantique, sobre o quadro e a homenagem.


Para Marieta Barbosa, diretora do PMOC, essa homenagem, que também faz parte das comemorações dos quatro anos do Palácio-Museu, traz um pouco do significado do que são hoje as transformações políticas no setor da cultura e da arte propostas por Déda e, não à toa, o lugar onde está o seu quadro reflete isso. "Esse local foi escolhido por ter sido aqui que todas as principais intervenções físicas se deram. A última, em particular, foi a assimilação da função museu pelo Palácio. Por isso, também, a homenagem", conta.


O artista, o poeta, o cantor. A música também era muito presente na vida de Déda. Até mesmo por isso, "investiu na Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORRSE), mesmo na época muita gente dizendo para não investir. Hoje ela é uma das principais orquestras do país", lembra Eliane. Daniel Nery, maestro da ORRSE, que se apresentou no final da noite com um repertório de músicas que o ex-governador tomava como predileto, endossa: "A gente fica emocionado por homenagear Déda e tocar músicas que ele gostava, como ?Sempre vou te amar', ?Ave Maria', área da quarta corda de Bach. É um momento único".


Para completar o homem, a sua sensibilidade. Assim, Angelo Antoniolli, reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sintetiza sobre Déda: "Tinha uma natureza plural. Via para além do seu tempo. Via o povo. Por isso, é tão difícil entendê-lo". As marcas de Marcelo Déda no Palácio-Museu são memórias inseparáveis para se entender o que é o estado de Sergipe hoje. E, desta forma, Eliane Aquino pede: "Independente do governo, que este Palácio seja mantido. Ele representa a riqueza do povo sergipano e a história de nossa República contada em cada espaço".


Das paredes centenárias, a imagem do ex-governador se espelha entre Déda e o Palácio-Museu na última proposição dada pelo desembargador Ulisses, em conclusão precisa: "Ao artista: a arte".



Fotos: Victor Ribeiro/ASN





Postado: 13/04/2016 - 17:03:37

 

 

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Palácio-Museu

A definição de casa-museu ou palácio-museu prevê a proteção da propriedade natural ou cultural, móvel ou imóvel, em seu local original, ou seja, preservada no local em que tal propriedade foi criada ou descoberta. Para que isso aconteça é necessário promover a restauração do patrimônio e utilizá-lo com fins didático-pedagógicos e culturais. Além disso, o Palácio-Museu Olímpio Campos promove eventos abertos ao público, a exemplo de exposições fotográficas, mostras de artistas, lançamentos de livros, entre outros. O novo projeto disponibiliza também serviços de guia para visitação, curadoria, pesquisa, documentação histórica, cafeteria e livraria etc.
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