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Palácio-Museu Olímpio Campos recebe doação da família de Arnaldo Garcez

No dia 19 de janeiro de 1911, exatamente há cem anos, nascia em Itaporanga D'ajuda, o ex-deputado e ex-governador de Sergipe Arnaldo Rollemberg Garcez. Na semana em que completaria cem anos, o Palácio-Museu Olímpio Campos recebeu a doação de uma parte do acervo pessoal do ex-governador doado pela sua filha Maria Augusta Garcez.

Arnaldo Garcez foi deputado estadual de Sergipe em 1933, assumindo a governadoria do Estado de 1951 a 1955. O acervo doado por Maria Augusta é formado pelos objetos pessoais do ex-governador: uma xícara de louça utilizada por Garcez, o óculos de grau do ex-governador, sua caneta, um castiçal de prata utilizado em seu leito, uma imagem de Nossa Senhora das Graças e mais de uma centena de fotografias pessoais do ex-governador.

Para o secretário da Casa Civil, Oliveira Júnior, "é imensurável o valor dessa doação para o Palácio-Museu Olímpio Campos, recebemos objetos pessoais utilizados pelo ex-governador e fotografias que comprovam a utilização desses objetos. Doações como essa enriquecem o conteúdo da história política do Estado de Sergipe, nos deixou muito felizes", falou Oliveira Júnior.

História de Arnaldo Garcez

Arnaldo Rollemberg Garcez, filho de João Sobral Garcez e de Alzira Barreto Garcez (o nome da família materna era Barreto, mas ganhou o Rollemberg por conta de ter sido amparado, em sua criação, por Adolfo de Faro Rollemberg, do Engenho Escurial), nasceu em Itaporanga (SE) em 19 de janeiro de 1911. Viveu infância típica de menino de engenho, recebendo as primeiras lições da professora Técia Rios, que dava aulas na fazenda Camaçari, completando o curso primário no Grêmio Escolar, de Aracaju (na praça Olimpio Campos, local onde mais tarde foi instalado o Colégio Jackson de Figueiredo), fazendo exames completares no Ateneu.

Orientado pelo seu tio e sogro Silvio Garcez, pai do escritor José Augusto Garcez, Arnaldo Rollemberg Garcez ingressou na política local, filiando-se à União República, partido liderado pelo médico Augusto César Leite.

Em 1945 Arnaldo Rollemberg Garcez filiou-se ao PSD, formando ao lado de Leite Neto, José Rollemberg Leite, e outros influentes políticos da transição entre o regime das Interventorias e a redemocratização do Brasil.

Arnaldo Rollemberg Garcez foi o candidato da coligação PSD-PR na eleição de 1950, vencendo ao candidato da UDN Leandro Maciel, com a pequeníssima vantagem de 22 votos, provocando disputa jurídica nos tribunais eleitorais. No governo, Arnaldo Garcez empenhou-se em realizar obras importantes.
Foi também no seu governo que Sergipe despertou para a exploração dos seus minérios. Em 1954 instalava-se a empresa LIZ, para o comércio e beneficiamento do calcário, e logo depois o médico Geraldo Majela começava a exploração de carbonato de calcio, 100% puro na jazida.

Ao construir o prédio novo e amplo do IERB, o governador dava os primeiros passos para a criação da Faculdade de Medicina, cedendo o velho prédio da Escola Normal, construído em 1910 pelo presidente Rodrigues Dória. A Faculdade de Medicina não saiu, mas a Escola de Serviço Social foi criada, com o apoio do governo e a participação da Igreja, então tendo como bispo Dom Fernando Gomes dos Santos. A parceria do governo com a Igreja resultou em diversas obras sociais e a criação, em 17 de janeiro de 1955, ao apagar das luzes da administração, da Organização das Voluntárias, sociedade civil de amparo às obras sociais.


Político de muitos mandatos, Arnaldo Rollemberg Garcez foi eleito deputado federal em 1958, e reeleito em 1962, pela coligação Aliança Social Democrática, formada principalmente pelo PSD-PR, e em 1966, já pela Aliança Renovadora Nacional (Arena). Foi, também, por dois mandatos (1983/1987 e 1993/1997) prefeito de Itaporanga, realizando obras essenciais, como o desmonte do morro São Benedito, da entrada da cidade, agenciando a paisagem junto a BR e ao rio Vaza-Barrís, e a construção do Mercado e de outros prédios públicos, úteis à população itaporanguense.

Fonte: Luiz Antônio Barreto





Postado: 12/04/2016 - 16:09:38

 

 

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A definição de casa-museu ou palácio-museu prevê a proteção da propriedade natural ou cultural, móvel ou imóvel, em seu local original, ou seja, preservada no local em que tal propriedade foi criada ou descoberta. Para que isso aconteça é necessário promover a restauração do patrimônio e utilizá-lo com fins didático-pedagógicos e culturais. Além disso, o Palácio-Museu Olímpio Campos promove eventos abertos ao público, a exemplo de exposições fotográficas, mostras de artistas, lançamentos de livros, entre outros. O novo projeto disponibiliza também serviços de guia para visitação, curadoria, pesquisa, documentação histórica, cafeteria e livraria etc.
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